Não sei quantas vezes já fui para a capital São Paulo. Fui por diversos motivos, atividades da BSGI – Centro Cultural Campestre e Centro Cultural Dr. Daisaku Ikeda – , quando fui para o Japão e mesmo para passear na cidade. É um lugar na qual cada viagem guardo alguma recordação até hoje.
Acho interessante as viagens para lá, pois no decorrer da viagem dá para perceber que há um aumento de àreas urbanas. Quanto mais próximo de São Paulo mais prédios e menos verde. E é perceptível para mim, porque nasci e vivi em São José do Rio Preto – interior paulista, 480 km da capital – e moro atualmente em São Carlos – 240 km da capital, não estou acostumado com um ambiente estritamente cinza.
Não estou acostumado com o aglomerado urbano. Sempre me chamou antenção este amontoado de pessoas; o corre, corre diário da metrópole paulista. Não dá para negar as nossas origens quando chegamos em São Paulo. Quando chego na cidade, desço vagarosamente do ônibus e subo as escadas com aquela cara e jeito de sono. Me surpreende que logo cedo as pessoas estão quase correndo para os seus destinos.
Há um fato engraçado que aconteceu comigo na “grande” cidade. Tinha chegado cedinho na Barra Funda e fui comprar um ticket de metrô. Estava eu na fila, esperando a minha vez. Quando cheguei no atendente, abaixei-me até a mochila que estava em meus pés, peguei a carteira, peguei o dinheiro e abri a bolsinha das moedas. Quando fui dar o dinheiro, coloquei na parte que o “cobrador” devolve o troco (não percebi a seta apontada para mim, sinalizando que era para o troco). O cobrador me olhou feio e disse: “Da próxima vez você já fica com dinheiro na mão”. Assim foi um dos meus “Seja bem vindo em São Paulo”. E mais, quando fui colocar o ticket na maquinha do metrô, coloquei errado e levei um tranco da catraca bloqueada.
Mas apesar de tudo, São Paulo sempre me chamou pela sua grandeza, grandes prédios, grandes avenidas, grandes museus e teatros, grandes aglomerados, grandes depredações públicas, grande riqueza, grande pobreza. É praticamente uma cidade infinita, nunca tem fim; pode andar, andar e andar (ou melhor correr) que nunca chega ao seu final. É tipo o horizonte do mar, é tipo o final do arco-íris. Será que o seu final é da ponte pra lá?
É estranho isto, mas tenho uma vontade de morar em São Paulo. Apesar de seus problemas é uma cidade que me cativa. As únicas características que fico receoso, é o mesmo de todas as pessoas: a criminalidade, a violência, o trânsito. Mas São Paulo tem uma enormidade de diversidades para se conhecer, como diz a música, São Paulo “é a Torre de Babel” (trecho de Nego Drama – Racionais MC’s). Já conheci alguns lugares: Avenida Paulista, Livraria Cultura, Liberdade, o metrô (afinal moro no interior e aqui não possui isto), Parque Ibirapuera, o Sambódromo, o areoporto de Congonhas e é claro o Pacaembu. Queria conhecer: o MASP, Pinacoteca do Estado, museu do Ipiranga, o estádio do Morumbi, a Cidade Universitária, os bairros boêmios, Galeria do Rock e outras coisas que ainda desconheço da cidade.
É São Paulo, teremos ainda muitas indas e vindas.
Até mais!