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Linha do tempo, linha de pessoas.

Quando você muda, digo mudar tanto de cidade, de rotina, de contatos com outras pessoas, ou porque simplismente você mudou, você começa a perceber que as pessoas à sua volta mudam também, porém na verdade é uma mera impressão sua, porque foi você (eu) que mudou.

Um exemplo disso foi quando voltei para a minha cidade na última vez, conversei com velhos camaradas meus que faziam tempo que não os via. Alguns pararam no tempo, outros mudaram bastante. Aí você vê que o cara que você tá conversando, lembra dos momentos em que tu jogou bola, brincou de carrinho, fez alguma “arte”. Mas também você vê que uns mudam pra caramba, sentindo às vezes que perdeu toda aquela “química” da camaradagem. É estranho ver alguém que em poucos anos, meses ou até semanas, mudam a relação com você, mas ainda creio que é mais uma mudança nossa do que a deles.

Pois creio que com o tempo, nós sempre mudamos, sempre ganhamos mais experiências intensas ou fracas, adquirindo novas aspirações, novas visões e para alguns, novos desatinos. Mas acredito que esta mudança, não é algo que nos transforma de A para B, mas de A + C = B (ah sim, as pessoas não são uma equação matemática, mas é somene para exemplificar) é uma mudança de ganhos de experiências (difíceis e/ou inesquecíveis e/ou simples).

Tenho pouco tempo de vida, mas mesmo assim percebi que alguns amigos não perderam aquela “velha camaradagem”, outros parecem que a camaradagem começa a perder cor. Não sei se as nossas relações são feitas e terminadas de acordo com o nosso “momento”(da pessoa; eu, você, el@), pode ser que sim, as relações são eternas de acordo com dado momento (Vinícius de Moraes fala sobre isso, mas estou abrangendo um pouco mais), depois que este passa, há outro momento, portanto outras pessoas “eternas” na sua vida.

Mas independente de tudo isso, amigos verdadeiros surgem somente se estiver com o peito aberto.

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Por que escrevo?

Começo a escrever este blog por um motivo simples. Nos últimos tempos todos os pensamentos que tenho (inúteis ou não) escrevo em um caderno. O motivo? Deve ser para ver as mudanças de pensamentos de acordo com o tempo e/ou também para não esquecê-los.

Mas alguém poderia me perguntar, mas se os pensamentos são seus, você não deveria guardá-los para ti? Concordo com isto e muitos estarão guardados, porém o que seriam de várias reflexões se não compartilhássemos, elas seriam esquecidas e não seriam aproveitadas.

Deixo bem claro aqui que o objetivo do blog não “querer mostrar” as reflexões para os outros, somente compartilhá-las, quem quiser, sinta-se a vontade, mas quem não quiser, não perderá muita coisa. Pois este blog é mais uma vontade minha, para mim, do que para os outros (bem egoísta, né?). E também não esqueçam que não escreverei com o intento de ser um”intelectualóide”, poeta, artista, filósofo (no limite, de minhas próprias reflexões). Tudo que farei será no limite da minha capacidade, como disse, não sou intelectual, nem poeta, nem filósofo; eu, sou eu.

Haverá também momentos que postarei coisas de outras pessoas: escritas, faladas, ou através de fotos, músicas. Parece um pouco paradoxal fazer isto (já que é um blog de meus pensamentos), mas é que a partir do momento em que tenho contato com coisas ao meu redor, que influenciem nas minhas reflexões, estas coisas acabam tornando parte de mim também.

Não sei quem terá paciência para ler estas bobagens, tendo alguns me achando um desocupado, mas outros (pouquíssimos!) achando interessante.

O que acho interessante da internet é que ao estarmos conectados, temos a sensação de estarmos sós, somente a frente de uma tela iluminada, mas na verdade, estamos ligados com inúmeras pessoas (às vezes de forma inconsciente), por isso que ao escrever eu não fique tão acanhado, pois me sinto assim, escrevendo para mim mesmo (redundância?), ou seja, um monólogo.

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